Querem me enlouquecer!!!

Blog de uma pessoa que está sendo levada à loucura.

Quando eu tinha 15 anos, minha irmã fugiu de casa, meu pai e meu irmão se isolaram e minha mãe entrou em depressão profunda e quase morre. Desde esse dia, minha vida se tornou um caos e eu luto dia à dia pra não entrar em conflito com a minha mãe, por mais razão que eu tenha e nem deixá-la mais triste.






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Quinta-feira, Agosto 28, 2003


Agora é a vez da coordenadora de projetos pegar no meu pé. Tudo bem, que o chefão tá no pé dela, nessas horas sempre sobra pro mais fraco, mas ela abusa quando pega no pé.
Por exemplo, terça feira, ela me disse que a entrada do novo sistema que devo fazer a análise e programação, seria via web. Como não sei programação via web, uma outra pessoa, o Alonso, faria essa parte. Sem problemas!
Ontem quando fui falar sobre a entrada ser via web, ela me dispara:

- e vai ser via web?
- vai. Você não disse que Alonso faria a entrada do sistema e eu o resto?
- mas a gente não pode contar com Alonso.
- você disse que seria via web
- não conte com isso. Pode ser que Alonso faça, pode ser que não.
- então a entrada vai ser via sistema?
- vai?
- e vai ser como se não for via web?
- você é analista, você é quem sabe

Deixei pra lá. Ela provavelmente estava me testando. Quando ela saiu, conversei com um outro programador e ele disse pra eu fazer os dois tipos de entrada. Uma pela web e a outra pelo sistema, já que de vez em quando, a internet fica forapor causa do provedor. Achei a idéia excelente e em casa, fiz a tela de entrada para as duas ocasiões: sistema e web.
Hoje, chego lá e vou mostrar a ela o resultado do meu trabalho. Aí ela me diz:

- essa tela de entrada aqui você poderia fazer diferente. Faça assim - e desenha como devo fazer
- ...
- alguma dúvida?
- tô pensando no código pra fazer esse tipo de entrada no sistema
- mas quem vai fazer isso é Alonso
- você não disse que não podia contar com ele?
- mas ele vai fazer. Só terá entrada via web, pode esquecer isso aqui - e risca a tela de entrada pelo sistema que fiz
- e quando a internet ficar fora? Não seria interessante fazer uma entrada via sistema, pra cobrir essa possibilidade?
- não. Se a internet ficar fora, eles esperam.

Perguntas:
1) se eu sou analista, por que ela dá palpites na minha tela de entrada? Ainda mais quando ela deixou do mesmo jeito? (ela só rearrumou os campos - que ao meu ver, ficou numa ordem pouco recomendada)
2) se a entrada vai ser via web, pra que ela ficou perguntando se ia ser pela internet ou pelo sistema? E ainda me diz que eu é quem sou a analista e sou eu quem sei?
3) se não se pode contar com Alonso, por que não posso fazer o plano de emergência para entradas pelo próprio sistema?

E tem gente que diz que exagero quando digo que vou acabar vendendo sanduíche na praia...

postado por: Claudia Draper 3:05 PM Comentários:


Terça-feira, Agosto 26, 2003


Contei essa situação do currículo da minha colega pra um cara lá do trabalho e ele disse que eu devia arrumar um jeito de ajudar. Arrumei, só que ela não quis. Ele sugeriu que eu a chamasse pra entregar o disquete lá no trabalho, já que é bem perto de onde ela mora. É uma boa. Mas faz medo que ela faça disso um hábito. Mas vou tentar.

Karas, alguém se lembra disso? Embalou minha infância e adolescência. Já soube que o autor lançou mais dois livros com os mesmos personagens (eu só conhecia os 3 primeiros). Talvez eu compre. Sou péssima para leitura, mas estou tentando adquirir o hábito, então por que não tentar com esses dois livros? Tá, eu sei, são leituras infanto-juvenis, mas acho que qualquer esforço vale a pena, não?

Por último, mandei um email pro gajo que estou a amar com uma foto que tirei recentemente num casamento. Modéstia à parte, eu estava bem na foto, mas o gajo não respondeu. Será que ele morreu de susto?

postado por: Claudia Draper 9:12 PM Comentários:


Segunda-feira, Agosto 25, 2003


Nada contra fazer favores, faço-os muito. Mas tem gente que abusa ao pedir um favor.
Sábado fui a um shopping de bairro me encontrar com uma amiga dos tempos de colégio, a Anita. Ela também combinou com a Sonia, que também era do colégio, mas que eu nunca fui muito chegada a ela. Sem problemas. Eu e Anita sempre nos telefonamos e às vezes nos esbarrávamos no meio da rua. Já a Sonia, nunca ligava pra mim, a não ser uma única vez, pra me dar os parabéns, quando me formei.
Bom, fomos lá e ficamos lá conversando, andamos por lá, conversa vai, conversa vem e Sonia disse que tava sem trabalhar e que estava procurando um emprego. Mais conversa vai, mais conversa vem, comentei que minha casa está caindo aos pedaços e meu pai não faz nada, minha mãe cansou de reclamar (um milagre, até) e eu tenho vergonha de levar alguém pra casa, pois realmente tá horrível. Ficou tarde nos despedimos e fomos embora, cada uma pra sua casa. Até aí, tudo bem.
Eis que o telefone toca hoje. É Sonia, perguntando se podia vir aqui em casa pra ajudar ela a pôr a foto dela no currículo e enviar para a internet, pois ela não sabia fazer. Eu digo que morro de vergonha de trazer alguém aqui em casa e ela se oferece pra vir aqui? Não sou tão ruim, dei uma desculpa qualquer pra ela não ter que vir aqui, mas ainda assim me prontifiquei a ajudá-la:

- Sonia, você tem internet?
- meu irmão tem.
- manda o currículo e a foto por email, pois assim que eu tiver um tempinho livre, eu faço rapidinho e mando de volta pra você
- mas meu irmão é muito chato. Não gosto de pedir as coisas a ele.
- nem mesmo pra enviar um email? Eu faço o resto, ponho o currículo na internet e tudo mais. Basta enviar o currículo e a foto
- ele é muito chato. Não quero pedir a ele. A que horas posso ir?
- tá meio complicado, pois meus horários estão todos doidos, vou sair hoje a tarde e tenho que estudar. Não pode deixar o disquete aqui em casa? Quando eu chegar a noite, eu faço.
- a que horas você vai chegar? Eu vou à noite depois que você chegar
- vou chegar tarde da noite. Deixe o disquete...
- fica complicado deixar o disquete na sua casa. Vou ver o que eu faço
- tá ok. Tchau

Agora eu pergunto, vir aqui em casa e deixar o disquete aqui em casa é praticamente a mesma coisa. A diferença é que um você terá que subir e no outro, apenas vai deixar o disquete na guarita (eu chamo de minha casa, mas moro num apartamento). Ou seja, você vai pegar exatamente o mesmo caminho. Por que deixar o disquete aqui em casa é complicado, mas ficar aqui em casa enquanto faço o que ela quer não é?
E outra, eu disse que minha casa era um chiqueiro e morria de vergonha de trazer alguém pra cá, pra que ela insiste em vir pra cá? Eu me prontifiquei "deixe o disquete e faço quando tiver tempo", pra que ela quer ficar aqui enquanto faço?
Por último: tudo bem que o irmão é chato, mas ela não quer brincar na internet. Quer pôr o currículo na rede pra arrumar um emprego e ainda assim ela não quer pedir ao irmão?
Conheço muita gente que tem um irmão que é um pé no saco, sei de várias pessoas que trancam o quarto pro irmão não entrar, mas pra essas coisas, sempre ajudam. Até porque quando se trabalha você vê menos o seu irmão, já que vai passar o dia fora. É até útil. E ela não pede pois acha que ele não vai deixar? Garanto que deixava. Até podia fazer bufando, mas fazia.
Eu heim.

postado por: Claudia Draper 4:53 PM Comentários:


Sexta-feira, Agosto 22, 2003


Após uma certa idade, minha mãe já não me impedia mais de sair. Mas eu teria que avisar com algumas horas que iria sair, pra onde ira e dizer mais ou menos a que horas voltaria. Até aí tudo bem. Normal em todo e qualquer pais. Só que toda vez que eu ia sair, ela reclamava que eu não tinha avisado, apesar de tê-lo feito.
Ela nunca me impediu de sair, mas do momento que ela me via trocando de roupa, até o momento da minha saída, ela dizia a mesma ladainha "você não me avisou! Eu só peço que você me avise e você não me avisa" e outras desse tipo. Ou seja, fazia o que ela pedia e ouvia reclamação. Até que um dia, eu me enchi e resolvi levar uma bronca, mas desta vez com motivo.
O pessoal lá de onde eu trabalhava, resolveu combinar numa segunda pra sair na sexta à noite daquela semana. Eu ainda pensei em avisar pra mamãe, mas aí pensei "pra que? Ela vai dizer que não avisei" e resolvi não avisar. Pela primeira vez, iria levar uma bronca com razão. Pode parecer meio infantil, mas se eu ia levar a bronca, então vamos levar dando a razão pra bronca. E não avisei da saída.
Chega a sexta feira e eu digo a minha mãe, na maior cara de pau:

- tá lembrada, né?
- de que?
- que vou sair com o pessoal do trabalho depois do expediente. Eu avisei desde a segunda feira, não lembra?
- não.
- mas eu avisei.
- tá, tudo bem Bom passeio!

Exatamente assim. Ela bem tranquila nas respostas, sem gritos, sem cara feia, sem nada. E desta vez, pela primeira vez, eu NÃO avisei da saída. Alguém consegue explicar?
Quando eu digo que minha mãe não tá com a cabeça boa, pensam que é exagero.

postado por: Claudia Draper 3:45 PM Comentários:


Quarta-feira, Agosto 20, 2003


Tem coisa mais chata do que pessoas ficarem te empurrando pra alguém? É horrível, principalmente quando o alguém não te interessa e nem um pouco. E sabe quem tá fazendo isso? Minha mãe. Sim! A própria. Por que, Claudia? você me perguntaria. Porque ela tá doida! seria a resposta. Sério.
O sogro de um das minhas trocentas primas colocou na cabeça que eu devo casar com um filho que ele tem - já que o outro é casado com a minha prima - e vive me enchendo o saco. Nunca, dei bola pro filho dele. Aliás, nem ele deu bola pra mim. A única coisa que temos em comum é que não queremos nada um com o outro. Isso é fato! Só quem não sabe disso, é o pai dele. Que de tanto falar que me quer como esposa do Carlos - o filho dele - "contaminou" a cabecinha de mamãe.
Sábado, viajei com minha mãe pra uma outra cidade, para ir a um casamento de um parente. Coincide que este parente mora na mesma cidade que esta minha prima e como eles todos se conhecem, a presença de Carlos e família no casamento era mais que óbvia. Falei com eles, mas como havia vários parentes de fora, alguns que há muito eu não via, fiquei conversando com eles e não com o Carlos.
Sabe o que a faxineira daqui de casa veio me dizer hoje?? Que minha mãe disse exatamente isso:

- Léia... Claudia nem deu atenção ao pobrezinho do Carlos
- E por que ela daria? Ela vive dizendo que não quer nada com ele
- Mas eu tenho certeza que ela vai casar com ele
- Certeza como, se ela já disse que prefere morrer solteira a ficar com ele?
- Ahhh... Com o tempo ela se apaixona...

Eu já repeti várias vezes que não quero nada com ele. Aliás, minha outra prima e o marido dela, que conhecem o Carlos muito bem, já me disseram que ele não é flor que se cheire, que ele não presta e que é melhor eu continuar sozinha a estar com uma pessoa como ele. Não me disseram o por que, mas de algum podre, eles sabem. E eu disse isso a minha mãe, mas parece que ela não processou a mensagem.
Alguém pode me dizer o que fazer com minha mãe nessa situação?

postado por: Claudia Draper 3:20 PM Comentários:


Segunda-feira, Agosto 18, 2003


Acho que preciso esclarecer melhor, pra não parecer que sou uma mal-agradecida...
Sei que a intenção da minha mãe foi das melhores. Não nego. Aliás, fui eu quem disse que precisava de um colar de strass pois o meu - discretíssimo - estava muito sujo e não conseguia limpar com nada. Procurava um do mesmo "quilate", ou seja, um cordão simples e algumas pedras no meio. Ou, caso quisesse pegar um mais chamativo, uma volta toda de strass, porém curta. Um pouco maior que uma gargantilha e estaria perfeito. Não um de duas voltas com uma pedra enorme e três cordõezinhos pendurados. Sacou a diferença? O brinco até dá pra usar, mas o colar, principalmente com as roupas que eu tinha, não.
Minha mãe sabe que eu não uso esse tipo de jóia. Já ganhei colares e mais colares de tias mais idosas e nunca usei. Já ganhei um colar com tantas pedras coloridas, mas tantas pedras coloridas, que um colar daquelas baianas que vendem acarajé se tornam discreto. Ela viu que eu nunca usei. Ela sabe exatamente todas as jóias e bijouterias que tenho, pois mostro todas. E só uso as pequenas e, às vezes, as médias. As grandes estão encostadas. E assim continuarão.
Não me interessa se é a última moda. Aliás, não sou, nunca fui e nem pretendo ser uma seguidora de moda. Sempre vesti o que gosto de vestir. Sempre visto o tradicional, sabe aquelas roupas que se você tira uma foto hoje e não vai ter vergonha de mostrar a alguém daqui a 20 anos? Pro dia a dia, jeans e blusas comuns sem corte ou estampa da moda. Pra festas, vestidos tradicionais. Nada ousado ou muito "atual".
Vocês podem até me chamar de fresca, mas pelo menos não faço feito uma amiga minha que escondeu algumas fotos da adolescência dela depois que a irmã, 8 anos mais nova, começou a rir com a calça que ela usava na foto. A calça era daquelas típicas dos anos 80: cintura lá em cima, quase cobrindo os seios e um cinto com uma fivela do tamanho do estado do Amazonas. Eu não tenho esse problema. Minha mãe, nos anos 80, quis me dar uma dessas. Eu disse a ela "se comprar, não uso." E não usava mesmo. Já fiz isso. Roupa é pra ser confortável. Se me sinto uma perfeitas idiota com ela, pra que usar?
Aliás, quem dita a moda? E os modelos nas passarelas? Acho as modelos lindas, mas muito magras. Tem umas que dá a impressão que são capazes de se quebrar com um abraço mais apertado. Já ouvi vários homens dizerem que não vêem nada nessas modelos, nem mesmo na Gisele. "Bonitas só de rosto, mas muito magras. A gente gosta de pegar, elas não têm o que pegar", assim disse meu chefe.
Voltando à minha mãe, só quis dizer que ela agora tem feito coisas que ela jamais faria em outros tempos, pois sabe exatamente o que uso e o que não uso. O colar é um deles. A verdade é que minha mãe já não tá muito bem da cabeça, infelizmente. Isso é provavelmente uma tentativa de substituição desastrosa e - espero - inconsciente, pois a minha irmã é quem gosta desses enfeites grandes. Ela é quem segue a moda. Talvez na falta que ela sinta da companhia da minha irmã, mamãea queira fazer comigo, o que faria com a minha irmã.
Pra contornar a situação do colar, comprei um vestido de alças longo, sem nada de enfeite. Nada, nada, nada. Sabe vestido sem enfeite nenhum? É ele. E o modelo é bem simples: só tem a costura mesmo e pronto. Usei sábado num casamento. Como o vestido não tem nada, pude usar o conjunto. A meu único temor, é que minha mãe se empolgue e compre um conjunto de strass, ou qualquer outro, maior. Espero que não!

postado por: Claudia Draper 4:52 PM Comentários:


Quinta-feira, Agosto 14, 2003


Não gosto de usar nada grande. Colar discreto, brincos e anéis pequenos, quando os uso. Se não, é sem mesmo. Minha mãe sempre soube disso. Minha irmã, por já estar há quase 15 anos fora, às vezes esquece.
No meu último aniversário, minha irmã me deu um anel enorme. Como fui muito bem educada, agradeci o presente. mas minha mãe, talvez numa tentativa inconsciente de provocar a minha irmã, perguntou alto e na frente dela "e você vai usar?". Oras! Foi minha mãe quem me ensinou a agradecer um presente, mesmo que seja algo que você nunca irá usar. E se minha mãe viu que o anel é grande, é óbvio que eu não vou usar. Mas precisa fazer isso na frente da minha irmã?
Não pára por aqui. Aconteceu de ir a uns casamentos este ano e por falta de acessórios que combinassem com o vestido, precisei pegar um emprestado da minha irmã. Na semana passada, minha mãe viajou e lá, resolveu comprar uma "lembrancinha" pra mim. Ela me comprou um conjunto de strass, brinco e colar. Strass, pra quem não conhece, é um tipo de pedra, que por mais discreta que seja, chama a atenção. Como não gosto dessas coisas chamativas, basta ser uma volta daquelas pequenas. Mas não. Ela me compra um de duas voltas, que ainda emenda na frente com uma pedra maior ainda e desce 3 corretinhas. Ou seja, daquelas de cegar quando se olha diretamente. O anel acabou se tornando pequeno e discreto se comparado ao conjunto.
Agora me expliquem, como ela pode ser tão crítica em relação ao anel que minha irmã me deu e me dá algo muito mais chamativo? Logo ela, que sabe e tem certeza que eu não uso desse tipo. E nem dá pra trocar. Foi comprado em outro estado...
Vá entender!

PS: Após 8 anos sem se falarem, minha mãe e minha irmã fizeram as pazes. Mas o trauma causado por toda a situação deixaram marcas que até hoje é difícil de conviver. Mais pra frente dou alguns detalhes.

postado por: Claudia Draper 6:34 PM Comentários:


Quarta-feira, Agosto 13, 2003


Outra de papai


Aqui vai um outro diálogo com meu pai. Desta vez, já era maiorzinha, tinha 15 anos (o anterior eu tinha uns 11 ou 12).
O colégio onde eu estudava, tinham várias excursões por ano. Meu pai, como sempre, não deixava eu ir pra nenhuma, já que teria que dormir fora, mas havia uma que era só o dia fora, num clube um pouco afastado da cidade. Apesar das chances serem remotas, fui tentar.
Acompanhem:

- Papai, posso ir pra excursão de um dia do colégio?
- Não!
- Mas por que?
- Porque eu não vou conseguir dormir.
- É de um dia. Vai e volta no mesmo dia. Ninguém vai dormir fora.
- Vai entrar todo tipo de gente no clube. Não quero que você corra perigo com gente estranha.
- O clube será fechado e só os alunos é que poderão entrar neste dia.
- Vai muito aluno pra pouco responsável.
- Vai muito mais adultos pra muito menos alunos do que a proporção de dentro do colégio.
- Vai ter bebida lá.
- Vai não. Só refrigerante e água de graça e o dia todo.
- Os próprios alunos levam bebida escondida dentro das bolsas.
- Todas as bolsas serão revistadas antes de entrarmos no ônibus.
- Vão servir qualquer coisa lá pra vocês comerem.
- O almoço será fornecido pelo restaurante tal (um bom e famoso restaurante daqui que me recuso a fazer propaganda) e o almoço já está incluso no preço.
- Cláudia!!! Não me apoquente!!! Não tá vendo o que sua irmã fez???
- E o que eu tenho a ver com isso???
- Cláudia!! Errrmmm... Hmm... Eeeerrrrmmm... Não vai e pronto!

E assim eu não fui.
Todas, mas exatamente todas as justificativas que eu dei eram verdadeiras. Nada foi inventado. E como fazia pouco tempo do incidente da minha irmã, tudo me era negado com essa desculpa esfarrapada.
Tá, tudo bem, eles estavam sofrendo, mas ela não tinha morrido, pra que viver de luto??? E eu não tinha culpa pelo que ela havia feito, fui tão vítima quanto eles e estava sendo castigada por algo que não fiz.
Dizem que quebrar espelhos traz 7 anos de azar. Devo ter quebrado uns dois, pois minha vida só começou a melhorar - um pouquinho só e bem devagarzinho - com 19 anos.

postado por: Claudia Draper 7:15 AM Comentários:


Segunda-feira, Agosto 11, 2003


Ainda os cartões...


Hmmm... Fica difícil escolher o que fazer numa hora dessas. Looker disse que não adianta, pois eles querem vender o cartão. Tudo bem. Mas minha irmã parou de ser procurada quando disse que estava há mais de ano sem emprego.
Não sei se o que Fábio fez serviria, pois já disse várias vezes que não quero o cartão. E é sempre o mesmo cartão e do mesmo banco.
Celly: minha mãe sempre conversa com os atendentes. É capaz de passar horas conversando. Não dá certo, infelizmente :(
Sister e Herói: pois é. São um bando de chatos e não tem o tal do "simancol".
Passei a nunca me identificar, quando atendo ligações do banco, agora é assim:

- Boa tarde, gostaria de falar com a Sra. Claudia Draper
- Quem gostaria?
- É do banco bláblá
- Ela não está
- A que horas ela volta?
- Só lá pras 22h30
- E amanhã? A que horas posso encontrá-la?
- Ela sai bem cedinho. Sai umas 6h30 e só volta lá pras 22h30
- E o telefone do trabalho?
- Infelizmente não posso dar.
- Não pode? Ok... O banco bláblá agrade...
- É algum problema? Algum cheque que voltou? Saldo negativo?
- Não. Mas é só com ela. O banco bláblá agradece.

Tenho que perguntar, né? Vai que é algum problema? Se bem que quando ocorre o problema, eles mandam ir ao banco, justamente pra solucionar. Mas é sempre bom ter certeza pra não fazer uma caquinha.

postado por: Claudia Draper 2:10 PM Comentários:


Sábado, Agosto 09, 2003


Tem coisa mais irritante que aquelas pessoas que insistem em te empurrar cartão de crédito??? Sei que é importante ter um, exatamente por isso tenho um. E apenas UM. Mas querem porque querem que eu faça outro. Pra que???? Por incrível que pareça, não uso. Compro à vista. Ou com dinheiro, ou com rede shop ou raríssimas vezes, com cheque. Cartão, só pra emergências, como querer viajar e parcelar a passagem no cartão ;)
No meu aniversário, recebi uma ligação do banco onde tenho conta. Achava que podia ser duas coisas: 1) eles estarem ligando pra dar os parabéns, pois já aconteceu antes; 2) estarem ligando pra avisar que havia algum problema com a conta. Daí me identifiquei.
Pra que??? Caramba! O pessoal deve ser treinado para ser insistente. O diálogo deste dia foi mais ou menos assim:

- Boa tarde, gostaria de falar com a Sra. Claudia Draper
- Quem gostaria?
- É do banco bláblá
- É ela quem está falando
- Sra. Cláudia? Aqui é da seção de cartões CCard do banco bláblá, nós vimos que a sra tem um bom relacionamento com o MCard e gostaríamos de oferecer o CCard com 6 meses do pagamento da anuidade grátis, posso aprovar?
- Não. Eu não quero outro cartão.
- Mas por que não? E se a sra precisar comprar alguma coisa?
- Compro à vista.
- Mas é um perigo andar com dinheiro com toda essa violência que nos ronda, a sra não acha?
- Acho. Por isso uso o rede shop.
- E não tiver o dinheiro na conta?
- Sempre tem. Mas se for o caso, uso o MCard.
- E se o cartão não tiver no dia?
- Uso mesmo assim.
- E se no dia de efetuar o pagamento a sra não tiver o dinheiro?
- Daí eu não compro.
- E se for algo importante e a sra precise comprar?
- Eu uso o outro cartão. Já disse.
- E se não tiver o dinheiro, vai entrar no cheque especial?
- Não. Baixo dinheiro da poupança e ponho na conta corrente.
- E se o valor for muito alto?
- Eu nunca compro nada muito caro.
- Por que não?
- Porque eu gosto de viajar. Se eu comprar algo caro, não vou ter dinheiro pra pagar as viagens que gosto de fazer.
- Tá vendo? Com o cartão a sra. pode comprar algo caro e fazer as viagens.
- É... Mas eu não quero comprar nada caro.
- Mas e se...
- Eu não quero. Não uso cartão. Ou compro a vista ou simplesmente não compro. Não sou consumista e não vou morrer se não puder comprar algo.
- (com uma voz sem graça) Ok. O banco bláblá agradece.

Agora pergunto eu: se a anuidade é um pagamento, como pode ser grátis? Outra, se são 6 meses, por que se chama anuidade? Será que tenho que dizer que estou desempregada pra eles pararem de insistir?
Se eu tivesse a certeza que não iria causar algum tipo de problema com o cartão que tenho, eu diria na maior cara de pau: estou há 2 anos sem emprego e estava justamente precisando do cartão pra trocar os móveis da minha casa! Quando recebo???

postado por: Claudia Draper 2:16 PM Comentários:


Quarta-feira, Agosto 06, 2003


OK, ok. Pra vocês não falarem que minha mãe é a única que me enlouquece, chegou a vez de papai. Lógico! É com ele que eu tenho os diálogos que fazem muita gente rir, menos eu.
Meu pai é daqueles homens bem nervosos, que nunca deixou nenhum dos filhos passar férias na casa de praia - ou de campo - dos outros temendo que, enquanto estivéssemos longe, sofrêssemos um acidente.
Você pode até me dizer "ah! Cau... Ele é cuidadoso". É, pode ser. Mas se durante as férias eu sofresse um acidente dentro de casa, ele também estaria longe, já que ele passava o dia todo fora trabalhando.
E não era só pra passar períodos longos não. Períodos curtos também. Casa dos outros, só do pessoal daqui do prédio. Os que eu conhecia da rua de trás ou do colégio? Nem pensar! E sempre deixava de ir pros cantos porque ele nem ouvia o pedido. Bastava vir a palavra posso, que ele já emendava um não sem nem mesmo saber do que se tratava. E era muito chato, pois todas as crianças do prédio viajavam e eu ficava sozinha.
Os diálogos eram assim:

- Papai? Posso ir...
- Não!
- Mas é que...
- Não!
- E se...
- Não!
- M...
- Já disse que não! Não insista!

E assim eu não saia. A mais absurda, foi quando a Marcela e a Sofia, duas irmãs e são vizinhas minhas, pediram pra que eu falasse com papai pra passar as férias nas terras do avô delas, mas que eu pedisse "com jeitinho". QUando fui falar com elas pra dar a resposta, eu cheguei feliz da vida e elas logo me perguntaram:

- Já vi que ele deixou, não foi?
- Não!
- Não?!? E por que você tá tão feliz???
- É que eu consegui fazer a pergunta inteira!!!

Já viram o absurdo??? Ficar feliz porque consegui dizer a frase inteira "papai, posso passar uma semana nas terras do avô de Marcela e Sofia?" Ele continuou negando, mas era uma vitória conquistada!
Em breve publico outros diálogos - ou monólogos, como preferir - como o que descrevi.

postado por: Claudia Draper 3:51 PM Comentários:


Segunda-feira, Agosto 04, 2003


Alguém sabe se existe casos de pseudo-bulimia? Sabemos que existe os pseudo-suicidas, que são aquelas pessoas que fingem querer se matar pra chamar atenção. Daí eu pergunto, existe pseudo-bulimia?
Passei um tempo comendo feito uma louca e depois corria pro banheiro pra botar tudo pra fora. Não poderei afirmar se era pra chamar a atenção, já que ninguém aqui de casa soube e não consegui chamar a atenção de ninguém, mas passei uns 2 anos assim. Não era sempre, mas quando acontecia, vinha com tudo.
Final de 2000 e começo de 2001 foram os piores. Estava acontecendo com muita freqüência e eu cheguei a chorar muito trancada no banheiro. Pretendia falar com mamãe, mas ela estava no telefone e eu tava com muita vergonha de atrapalhar a ligação. Não por fazê-la desligar o telefone, mas porque minha mãe iria notar o desespero, ia desligar o telefone sem explicar direito a quem tava na linha e a pessoa da linha iria, mais cedo ou mais tarde, saber disso. Até porque a pessoa com quem mamãe falava é uma grande amiga dela e certamente contaria tudo. Essa amiga de mamãe contaria à outra pessoa, que contaria à outra, até que todos ficariam sabendo. Minha mãe demorou tanto no telefone que eu acabei desistindo de contar.
Pra minha sorte, pouco tempo depois fiz uma viagem maravilhosa e sozinha. Conheci pessoas maravilhosas também. Mesmo sem contar nada do que estava acontecendo, as pessoas diziam a mim coisas que eu precisava ouvir. E como eu precisava! Pareciam que liam meus pensamentos e acertavam em cheio nas palavras e no carinho que eu necessitava.
Terapia? Nunca fiz. Talvez eu precise, talvez não. Consegui vencer esse problema - ou pseudo-problema - sem ela, é difícil, mas tive força de vontade. Aliás, a terapia foi minha viagem. De vez em quando, ainda me pego olhando pro vaso sanitário, mas lembro-me da viagem que fiz e começo a planejar outra. A vontade some. Ainda bem!

postado por: Claudia Draper 5:09 PM Comentários:


Sábado, Agosto 02, 2003


Confirmado... O outro cara, o Elias, se apaixonou por mim. Ele não confessou diretamente, mas jogou um monte de indiretas deixando claro que eu sou a pessoa por quem ele se apaixonou. Na verdade, ele se apaixonou pela idéia da minha pessoa, pois só trocamos emails. Ou seja, ele se apaixonou pelo que escrevo.
A pergunta que não quer calar: ao invés do Elias, não poderia ser o gajo que estou a amar???? Por que o gajo não se apaixona por mim, nem que seja pelo que escrevo ou pelo que falo??? Estou me sentindo uma personagem da quadrilha de Drummond. Pelo jeito, a Maria. Dêem uma olhada e digam o que vocês acham.

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

postado por: Claudia Draper 9:02 PM Comentários:


Sexta-feira, Agosto 01, 2003


Vocês já levaram cantada por email? Desta vez nem foi o nojento do Pedro. Foi um outro. Começa a trocar idéias, falar sobre a pessoa certa, dizer que eu sou legal. Já tentei cortar discretamente, mas nunca consegui. Desta vez, no assunto "pessoa certa" disse que achei a minha, mas que ela estava em São Paulo. Mas mesmo assim, sabia que era ela. Vamos ver se funciona.

Minha mãe tá indo passar o fina de semana em outra cidade. Ótimo e péssimo. Ótimo, porque vou dar uma descansada das neuras dela. Péssimo, porque tenho que fazer tudo pra papai (jantar, almoço). Ele foi criado como rei pela minha avó e o resultado é que ele não frita um ovo. Não teria muito problema se fosse durante a semana, mas se eu quiser ir pro Shopping sábado a tarde pra ver um filme, tenho que voltar correndo pra fazer a janta. Depois que minha mãe sair, vou tentar negociar com ele o jantar de amanhã, ou seja, pedir pra ele jantar noutro canto. Torçam por mim!

postado por: Claudia Draper 7:46 AM Comentários: